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Devemos ter cuidado para que nossas igrejas não sejam cemitérios

“Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se’, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta.”

(Tiago 2.15-17)

Deus nos criou para viver neste mundo e transformá-lo a nosso favor. Para aprender a torna-lo um lugar adequado à nossa vida. Deus também criou anjos, mas quanto a nós, somos seres humanos e é isso que devemos ser. Por que tantas vezes achamos que Deus deseja que sejamos anjos? Ele nos ama e quer nos santificar. Mas isso não significa que Ele queira que sejamos anjos! Por isso a fé que nos salva não é uma fé que nos retira da vida, do mundo, da história. Ao contrário: ela nos insere definitivamente nela, para sermos exemplos do tipo de ser humano que Deus pretendeu que todos fôssemos.

A fé cristã é a fé da experiência diária, e não apenas do templo, que se revela em atitudes amorosas e justas e não apenas se faz representar por liturgias e formas de culto. Justiça, bondade, perdão, alegria, cuidado, serviço... são as atitudes apropriadas para quem afirma ser cristão. A fé cristã não é acreditar, é agir! Mas temos feito de nossa fé um conceito. Achamos que ela tem a ver com saber as histórias bíblicas, dar explicações e discutir sobre quem Deus é. Sobre o que é correto e sobre quando Jesus vai voltar. Mas, o que estamos fazendo neste mundo e como temos nos relacionado uns com os outros? A fé cristã é uma fé que deixa uma boa história para ser contada. Se cremos que a fé em Jesus move montanhas, como não entender que ela nos coloca também em movimento?

Devemos ter cuidado para que nossas igrejas não sejam cemitérios, onde uma fé morta leve pessoas a falar do além, cantar sobre o além e ignorar a vida que está ao redor. Uma fé que não sabe nada de vida, que tem a pretensão de levar pessoas a serem anjos, quando tudo que Deus deseja é que sejam pessoas de verdade, seres humanos na melhor acepção do termo, é uma fé morta. Que nossa fé seja viva, inspirada por Jesus, o de Nazaré, que teve história e que na história foi poderoso em palavras e atitudes, diante de Deus e das pessoas (Lc 24.19). Que nossa fé mova nosso corpo para atitudes de amor, serviço e alegria, para a glória de Deus. Que nossa fé seja inspiradora e nossa igreja, cheia de vida!

ucs

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